No mundo todo a TV é oferecida como um prato saboroso! A dieta dos eletrônicos tem ganhado muitos adeptos.

A Academia Americana de Pediatria limita o tempo em frente a TV entre 1 a 2 horas, para crianças acima de 2 anos. E para crianças até 2 anos, nada de TV.

Se você é mãe, e principalmente, se é mãe que trabalha em casa, com seus filhos por perto, há de concordar comigo que as vezes é beeeem mais confortável deixar os filhos “só um pouquinho” em frente a televisão ou talvez no tablet.

Esses dias, conversando com uma boa amiga, mãe de quatro filhos, entre 7 e 14 anos, ela comentou sobre como as crianças preferem estar com os eletrônicos.  Ela os força a ir brincar no quintal, e não é que surgem brincadeiras cheias de emoção e fantasia?! Essa é uma das coisas que mais me chama a atenção: crianças que passam muito tempo em frente a TV perdem a capacidade de imaginar suas próprias histórias e personagens. Tudo é dado “mastigado”, os super heróis são aqueles, as roupas serão daquela cor como viram no desenho e a violência será repetida. Já foi comprovado que assistir a cenas violentas pode provocar ansiedade e medo e que as crianças passam a ver a violência como meio adequado para resolver problemas (Talvez você já ouviu sobre a correção física, que é bíblica, gerar violência. Daí me pergunto porque não se preocupam com os desenhos violentos….mas isso vou deixar para outro post).

Outra questão afetada é a falta de paciência. O que assistimos na TV tem seu ritmo acelerado. Um filme, por exemplo, não acontece como seria na vida real, tudo é muito mais rápido. Claro, você diz, é um filme, precisa “caber” naquele tempo previsto. Sim, mas isso faz com que a criança já desenvolva uma “pressa” em como ela acha que as coisas deveriam acontecer.

Algo que percebo também é a propaganda, como influencia a criança. Quando a TV é liberada em casa, usamos Netflix, quem conhece, sabe que não tem propaganda e você escolhe o que irá assistir. Por exemplo, se escolho Barney, somente Barney irá passar e sem propagandas. Já ouvi crianças dizerem que precisam daquele brinquedo. Se não tivessem visto, não saberiam da existência dele. Claro que o pessoal do marketing sabe exatamente como funciona a mente da criança. Mas, pais, isso gera o consumismo em nossos pequenos filhos. É isso o que queremos? Criar pessoas que precisam de coisas e mais coisas?

Já se sabe que a obesidade infantil tem aumentado, grande influencia do tempo “parado” em frente aos eletrônicos, ao invés de se movimentarem com brincadeiras. Sem falar de se alimentar em frente a TV, momento em que está ingerindo calorias que muitas vezes não percebe.

Poderia continuar uma grande lista de influências negativas que a TV/videogame/tablet/celular tem sobre a criança. Mas hoje quero te estimular a “empurrar” seu filho para o mundo real, e dizer “É possível!” Você também pode conseguir desligar a TV mais vezes, ou tirar a criança do videogame…

Minha amiga, que tem quatro filhos, consegue! Ela me estimulou a escrever esse post, para mostrar que mães “normais” (talvez nem tanto..hehe), como ela e eu, conseguem “dominar” o mal que está invadindo nossas casas, o mal virtual, que se não cuidado, se tornará real! Cuide de seus filhos, gaste tempo com brincadeiras reais, leituras, Bíblia, músicas, etc! Ela ainda pediu pra dizer: “É muito mais cansativo criar filhos longe dos eletrônicos!” Será que muitos pais estão sendo preguiçosos?

Mães normais que amam a Deus, sabem o bem que querem para os seus filhos!

Vamos lutar juntas! Aqui no blog já dei idéias de atividades que faço com meus filhos.

Até a próxima,

Carmen

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